As fragilidades institucionais de Estado na criação de condições as populações são umas das principais causas do terrorismo em Cabo Delgado que perdura desde 2017, refere um estudo apresentado nesta quinta-feira (11), em Nampula, pelo investigador Rui Assinde.
No estudo apresentado durante o primeiro congresso académico que decorre na Academia Militar Marechal Samora Machel, o investigador que analisa as acções terroristas em Cabo Delgado, no período de 2017 a 2024, aponta ainda factores étnicos e geográficos como causas da insurgência no Norte de Moçambique.
Citado numa publicação do Jornal “O País”, o estudo conclui ainda que “os terroristas usam táticas disfarçadas pautando por acções subversivas, onde há uso de crianças soldados e de civis, que servem de Escudo Humano”.
Entretanto, ainda no congresso académico da Academia Marechal Samora Machel, foi apresentado o tema relacionado ao processo de sercuritização do terrorismo em Cabo Delgado e suas implicações na cooperação militar entre Moçambique e Ruanda.
Neste tema, o académico Cadria Abudo considera que esta cooperação tem um problema em termos de assimetrias no que tange ao orçamento alocado a força Ruandesa e as FDS o que também acaba comprometendo a imagem de Moçambique com outros países da região.
(Foto DR)