O delegado da Agência Nacional para o Controlo da Qualidade e Ambiente (AQUA) em Nampula, Tadeu Mariano, reconhece a existência de fragilidades na fiscalização da madeira nos postos de controlo da província.
Segundo o delegado, citado numa publicação do portal Ikweli, para estancar este problema poderá ser desenvolvido um trabalho colaborativo com outros operadores legais, como carvoeiros e madeireiros. “Existem sim fragilidades, são atitudes e comportamentos desviantes, e nós estamos a trabalhar nesse sentido. Aliás, já temos uma colaboração muito forte com certos grupos de operadores legais que nos fornecem informações sobre o mau comportamento de alguns fiscais,” afirmou.
O delegado da AQUA disse ainda que há cidadãos que já foram julgados em tribunal por práticas ligadas à exploração ilegal de madeira. “Neste momento já processamos entre 10 a 12 cidadãos por exploração ilegal, e estes já foram julgados,” sublinhou.
Mariano acrescentou que foi apreendida uma quantidade significativa de madeira, correspondente a mais de 20 metros cúbicos. “Esse número é grande,” frisou, destacando que essa situação reflete um olhar negligente de alguns reguladores, “Estamos a trabalhar nos postos de controlo, mas se observarmos um mapa dos acessos à cidade de Nampula, veremos que existem muitas vias que não estão sob nosso domínio. Eu mesmo já fui testemunha disso. Portanto, não é possível colocar fiscais em todos os pontos. Não estou a defender, apenas a dizer que não há corrupção no meio deste processo, mas sim limitações práticas.”
A situação, acrescentou a fonte, é um problema sério que requer várias estratégias para responsabilizar os infratores. “Estamos a falar de madeira, mas também podemos falar de carvão. Muito carvão está a ser vendido ilegalmente na cidade de Nampula e em várias outras vilas, com recurso a falsas licenças, uso múltiplo de autorizações e transporte em motorizadas,” explicou.
Contudo, a AQUA promete reforçar as estratégias de controlo, mas admite que sem maior coordenação interinstitucional e responsabilidade dos consumidores, o combate à exploração ilegal de madeira e carvão continuará a ser uma luta difícil em Nampula.
(Foto DR)
[mailpoet_form id=”3″]