Tribunal da cidade de Maputo arranca com o julgamento do caso do rombo financeiro no INSS

O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo começou a julgar o saque de valores monetários dos cofres do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), na sequência de uma operação que beneficiou um grupo de “pensionistas-fantasmas”. O julgamento acontece num momento em que ainda se apura o montante envolvido.

Através do processo-crime número 17/2025-A, cuja acusação tem 95 páginas, a Sétima Secção Criminal aprecia crimes de peculato, associação criminosa, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e falsidade informática, que lesou, entre 2021 e 2024, a maior instituição de providência social do País.

Segundo uma publicação do jornal Domingo, em causa estão quatro arguidos, dois dos quais constituíram duas empresas, cujas facturações levantam suspeições, de acordo com os autos, sendo, uma delas, uma sociedade ligada ao ramo mineiro.

Na sequência de mais um gigantesco rombo dos cofres do chamado “banco dos pobres”, reporta-se nos autos que um universo de 26 a 27 pessoas terão supostamente se evadido do País, ou seja, fugiram com o “rabo à seringa”.

Consta que, no total, teriam sido usados nomes de perto duas dezenas de pensionistas, com prestações já inactivas, ligadas à velhice, sobrevivência e invalidez para o desvio de fundos do INSS.

Através do esquema informático teriam sido associados saques referentes a prestações de subsídios de funeral, morte, doença e maternidade.

 

(Foto DR)

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