A Associação dos Enfermeiros de Moçambique (AEMO) recorreu ao tribunal, visando a realização das eleições na Ordem dos Enfermeiros, que deveriam ter ocorrido em Outubro do ano passado, mas que até ao momento não têm data marcada.
Na providência cautelar apresentada, os mandatários da AEMO afirmam que o processo eleitoral enfrenta irregularidades, defendendo que o actual árbitro não deve ser juiz e jogador ao mesmo tempo, em referência à gestão da Comissão Eleitoral da Ordem.
Numa publicação da TV Miramar, o advogado da associação, Osvaldo Paulo, sublinhou que “apenas a intervenção judicial poderá desbloquear o processo e permitir que o escrutínio decorra dentro da legalidade, garantindo transparência e cumprimento dos estatutos da Ordem”.
O advogado do mandatário da AEMO, diz acreditar que só com recurso à instância de justiça será possível a desbloquear as supostas irregularidades.
Por seu lado, a secretária da Comissão Eleitoral, Mariana Nhambe, esclarece que os mandatos têm duração de quatro anos e que não existe intenção de a actual bastonária permanecer no cargo, conforme previsto nos estatutos da Ordem.
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