A Associação Moçambicana para as Vítimas da Insegurança Rodoviária (AMVIRO), apela o Estado a adoptar medidas duras contra os automobilistas envolvidos em acidentes de viação. Na semana passada, três acidentes de viação resultaram na morte de 35 pessoas, nas províncias de Gaza e Maputo, no sul do País.
Como medida, o Executivo anunciou a suspensão dos agentes afectos aos postos de fiscalização de trânsito por onde passaram os transportes de passageiros envolvidos no sinistro e que estavam a trabalhar nesse momento. Todavia, a decisão é insuficiente para o presidente da Associação Moçambicana para as Vítimas da Insegurança Rodoviária, ANVIRO, Alexandre Nhampossa.
“É preciso tomar medidas, investigar e responsabilizar. Às vezes as suspensões significam ‘tirar daqui para colocar noutro lado’. Portanto, não pode haver este tipo de suspensões cosméticas.”
Citado pela RFI, Alexandre Nhampossa defende que só a aplicação de medidas exemplares contra os automobilistas envolvidos em acidentes de viação, poderá servir de exemplo e contribuir efectivamente para a redução do número de acidentes e de vítimas.
“Há muitas situações que realmente temos que apertar o cerco. O Estado tem que aparecer com ‘mão dura’ se queremos, de facto, números diferentes e melhores.”
A polícia de trânsito e o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) anunciaram o reforço das medidas de fiscalização nas estradas para prevenir acidentes e o procurador-geral da República de Moçambique defendeu a responsabilização criminal das pessoas envolvidas na origem dos três acidentes.
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