As bancadas parlamentares da Assembleia da República (AR) reagiram com indignação às suspeitas de desvio de cerca de três milhões de litros de combustível destinados ao mercado nacional, que teriam sido ilegalmente escoados para a vizinha África do Sul (RSA). O caso, que terá ocorrido no terminal oceânico do Porto da Matola, coloca o Governo sob forte pressão para esclarecer as falhas de fiscalização.
Segundo a MBC, abancada da Frelimo condenou veementemente o episódio. O partido no poder defende uma intervenção “enérgica” por parte do Executivo e das instâncias judiciais. Para a Frelimo, o foco deve ser a identificação e responsabilização criminal de todos os envolvidos, visando restaurar a integridade das operações portuárias.
Já o PODEMOS levanta suspeitas sobre a logística da operação. Para esta bancada, a magnitude do desvio — três milhões de litros — torna “praticamente impossível” que o esquema tenha avançado sem a conivência ou cumplicidade de funcionários internos. O partido exige uma investigação profunda às estruturas de controlo do terminal.
No mesmo tom, o MDM classificou o caso como um reflexo da corrupção “enraizada” em sectores estratégicos do Estado. A terceira bancada parlamentar exige que o Governo apresente uma resposta célere e medidas preventivas robustas, sublinhando que este tipo de crimes compromete gravemente a economia e o funcionamento das instituições moçambicanas.
O desvio terá ocorrido no Porto da Matola, infra-estrutura vital para o abastecimento de combustíveis na região sul do país. Até ao momento, aguarda-se um pronunciamento oficial detalhado do Ministério das Finanças e da Autoridade Tributária sobre as medidas de contenção adoptadas.
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