Os Estados Unidos da América concretizam esta quarta-feira a sua retirada oficial da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma decisão que tem gerado fortes críticas de especialistas e organismos internacionais, que alertam para impactos negativos tanto na saúde pública norte-americana como na cooperação sanitária global.
Segundo a agência Reuters, a saída torna-se efetiva após o cumprimento do período legal de um ano desde a notificação formal apresentada pelo Governo norte-americano, iniciada no início de 2025. A mesma fonte refere ainda que a decisão levanta questões legais internas, uma vez que a legislação dos EUA exige o pagamento de cerca de 260 milhões de dólares em contribuições pendentes à OMS antes da conclusão do processo.
A retirada dos EUA — até aqui um dos principais financiadores da organização — poderá enfraquecer programas internacionais de vigilância epidemiológica, resposta a pandemias, vacinação e combate a doenças transmissíveis, sobretudo em países em desenvolvimento.
Responsáveis das Nações Unidas e dirigentes da OMS manifestaram preocupação com a decisão, sublinhando que a cooperação internacional em matéria de saúde é crucial num mundo cada vez mais exposto a crises sanitárias globais. Vários especialistas alertam ainda que os próprios Estados Unidos poderão ficar mais vulneráveis a futuras emergências de saúde pública.
Apesar dos apelos para uma reconsideração, Washington avançou com a retirada, abrindo um novo capítulo nas relações entre o país e as agências multilaterais das Nações Unidas.
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