O partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) enviou uma carta ao Presidente da República, Daniel Chapo, solicitando a sua integração no Diálogo Nacional Inclusivo.
A carta, datada de 21 de Agosto, foi remetida após ter sido do conhecimento de partidos políticos integrante no processo. Bem assim, uma cópia do envio ao PR foi encaminhada à União Europeia em Moçambique, Embaixada dos Estados Unidos da América, ao Comissariado do Reino Unido, Fundação MASC, e ao Instituto para Democracia Multipartidária (IMD).
No documento, o ANAMOLA recorda que a iniciativa do Diálogo foi criada por Filipe Nyusi, em 2024, o antecessor de Chapo, que somente estava aberta aos candidatos presidenciais. O Presidente interino do ANAMOLA é Venâncio Mondlane, – que foi candidato presidencial independente em 2024 –, e partido recorda que as razões da sua ausência dos primeiros encontros são já conhecidas. Mondlane esteve fora do país entre finais de Outubro de 2024 e 09 de Janeiro de 2025. Durante esse período liderou as manifestações pós-eleitorais, reivindicado vitória e acusando partido de Chapo de fraude eleitoral.
Apesar de o debate ter sido restrito aos partidos com assento parlamentar em função dos resultados das eleições de 2024, e depois alargado restritivamente a todos os partidos com assembleia representativa, o ANAMOLA encontra legitimidade para fazer parte do Diálogo. Evoca o argumento de ser do conhecimento de Chapo que o partido “representa uma franja significativa de milhares de moçambicanos, tendo o seu líder sido considerado o segundo candidato presidencial mais votado [nas eleições de Outubro de 2024], e consequentemente ser membro do Conselho de Estado”.
Mas também, o ANAMOLA apoia a sua legitimidade de participação do Diálogo no facto de Chapo e Mondlane já terem mantido dois encontros “cuja finalidade tem o espírito de diálogo em curso”.
Cem efeito, o ANAMOLA apresentou, anexo à missiva, uma anteproposta para a alteração da lei nº 1/2025 de 11 de Abril, para incluir o partido.