Os Estados Unidos reforçaram, ao longo de 2025, a aplicação de sanções económicas e políticas a diversos actores internacionais, demonstrando que a medida vai muito além das recentes restrições impostas a juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI).
Nos últimos dias, Washington sancionou dois juízes do TPI, responsáveis por investigações relacionadas com conflitos em Gaza. As sanções incluem o congelamento de bens e a proibição de entrada nos EUA, numa decisão que provocou críticas por parte do próprio tribunal, que considerou a medida uma ameaça à sua independência.
No entanto, estas sanções individuais representam apenas uma pequena fração da política americana. Os EUA mantêm e reforçam sanções contra governos, empresas e indivíduos em países como Venezuela, Rússia e Irão. Recentemente, foi imposto um bloqueio a petroleiros venezuelanos sancionados, enquanto empresas e redes russas ligadas ao sector energético e militar continuam a ser penalizadas.
Especialistas sublinham que as sanções americanas têm como objetivo não apenas punir comportamentos considerados ilegais ou hostis, mas também exercer pressão estratégica em regiões sensíveis, abrangendo desde narcotráfico e terrorismo até evasão de restrições económicas internacionais.
Analistas afirmam que a extensão destas medidas mostra que os Estados Unidos veem as sanções como uma ferramenta central da sua política externa, capaz de influenciar governos, sectores económicos e actores individuais em todo o mundo.
Fonte: Aljazeera, Imagem: DR