Peticionários portugueses lançaram, ontem, uma petição pública, endereçada ao Presidente da Assembleia da República e ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, ambos de Portugal, a exigir a sua intervenção para apurar esclarecimentos sobre as causas da morte do Administrador do Banco Comercial e de Investimento (BCI), Pedro Reis.
Reis foi encontrado morto na noite de segunda-feira, no hotel Polana, na capital moçambicana, Maputo. Na terça-feira, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apontou as causas da morte, a auto-mutilação e auto-ministração de veneno para matar ratos “ratex”.
A conclusão do SERNC parece não apontar para o verdadeiro acto que levou à morte do Administrador do banco na perspectiva dos peticionários. Portanto, ao considerarem “incongruentes as explicações” exigem a intervenção do Estado “com vista a apurar a verdade dos factos e a proteger a família”.
A petição, que já conta com mais de cinco mil assinaturas diz que as investigações foram tempestivas na conclusão; considera “descabido e inimaginável” o percurso feito por Reis até encontrar a morte; e acrescente que pessoas próximas não acreditam na versão de suicídio.
“Exige-se que o Estado Português intervenha no sentido de apurar a verdade dos factos e honrar a memória do Pedro Ferraz Correia dos Reis” lê-se.