Informe de Chapo à Naçao estará à altura das expectativas?

Moçambique entrou para um novo ciclo de governação este ano. Daniel Chapo, apesar de largamente contestado, foi consagrado Presidente da República. Ao cair do pano de um ano de ressurreição após manifestações eleitorais, entre Outubro de 2024 e princípio de Janeiro, ele deve apresentar o Informe sobre o Estado da Nação. A questão é se o Informe estará à altura das expectativas dos parlamentares que pretendem ouvir um discurso respaldados na realidade do país.

O porta-voz da bancada parlamentar da Frelimo, Dias Letela, diz que um dos “pratos fortes” que o PR vai apresentar é o Fundo de Desenvolvimento Económico Local, criado para o financiamento de iniciativas empreendedoras de jovens e mulheres.

Mas também disse à imprensa que, no geral, o Chefe de Estado vai se focar nos avanços registados no primeiro ano de governação, com os “privilégios” de financiamento na área da saúde para o tratamento de HIV/Sida.

“Estamos expectante e firmes. Acreditamos que o Presidente da República vai trazer um Informe que vai ao encontro do que foi a produção do ano 2025” disse, notando que, “apesar de ser um ano que se segue às manifestações, o Governo se reinventou e foi ao encontro das dificuldades do dia-a-dia dos moçambicanos”.

Ivandro Massingue, porta-voz do Podemos, mostrou desilusão antecipada do Informe do PR, dado histórico do fiasco que têm sido as consumições anuais ao Estado dos sucessivos governos da Frelimo.

“Se no basearmos no histórico dos informes presidenciais, a nossa antevisão já é antecipadamente frustrada. Não acreditamos que o Presidente da República nos vai trazer um discurso realístico que vai de encontro com a realidade da situação actual do país” disse.

O porta-voz da Renamo, Arnaldo Chalaua disse aguardar com expectativa um discurso “que seja real porque, de facto, há muitos problemas no nosso país”. Segundo o deputado, Moçambique enfrenta situações como o terrorismo, sequestros, crime organizado, branqueamento de capitais, corrupção, entre outras “que terá de fazer menção”.

Judite Macuácua, do MDM, disse que a expectativa dos moçambicanos é de ouvir os Chefe de Estado discursar sobre os problemas do país, como a falta de empregos e irregularidades no pagamento de salários, e apresentar soluções.

“Será o momento de avaliação dos seus feitos, principalmente do seu discurso de investidura” disse.

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